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SINOPSE

 

Uma turma de garotos se vê diante do desafio de pesquisar e contar a história da ilha –  o que é inicialmente encarado por eles como mais uma tediosa tarefa escolar de decorar datas, nomes e acontecimentos distantes. Pouco a pouco, esses meninos e meninas de Paquetá se dão conta de que várias marcas daquela história escrita nos livros podem estar por ali mesmo, mais perto do que eles imaginam, escondidas e espalhadas pelas ruas e praias por onde eles passam todos os dias, pedalando as suas bicicletas.

 

Essa possibilidade de aventura se intensifica a partir do momento em que entram em cena quatro testemunhas oculares contando como aconteceram as coisas –  e também como imaginam que elas poderiam ter sido. Villegaignon, Maria Domingas, Augusto Nordeste e Chico Abóbora são os personagens que aparecem e somem, dando pitacos sobre a tentativa de fundação da França Antártica, sobre o papel dos índios na Batalha das Canoas, a passagem do Rei Dom João pela ilha ou a fase sangrenta da Revolta da Armada.

 

O pintor Pedro Bruno (1878-1949) e o historiador Vivaldo Coaracy (1882-1967), dois  ilustres moradores da ilha, surgem também de forma atemporal, trazendo informações sobre a vida cultural do bairro, provocando discussões históricas, despertando a curiosidade e deixando algumas pistas para as descobertas dos garotos.

 

       Seguindo uma cronologia inicialmente linear (Brasil Colônia, Império e República), o roteiro do espetáculo vai rapidamente sendo entrelaçado por novos fios narrativos que, conduzidos pela linguagem dos meninos, vão se sobrepondo uns aos outros e subvertendo essa seqüência rigorosa. Fundindo a história oficial dos livros com histórias da vida cotidiana, surgem para o público detalhes divertidos e tocantes da vida na ilha, da profunda amizade entre os meninos e da sua forma de pensar sobre o lugar onde moram.

  

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Conceição Campos se formou em jornalismo pela Uerj. Com sua monografia sobre jornalismo e literatura (A fusão das linguagens em Gabriel García Márquez), ganhou o Prêmio Carmem Portinho de 1992. Depois do mestrado em letras pela Ufrj, trabalhou durante alguns anos redigindo verbetes para o Instituto Antônio Houaiss e Editora Nova Fronteira. Também foi fazendo, em paralelo, o livro A letra brasileira de Paulo César Pinheiro que, incentivado pela Lei Rouanet e patrocinado pela Petrobras, será lançado ainda este ano pela Edições Folha Seca.

Paraense de Belém, moradora de Paquetá, mãe de Januário e Francisco, ela agora está escrevendo À luz do candeeiro: - Contos de medos amazônicos e assombrações fabulosas.

 

 

 

 

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