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MAESTRO ANACLETO – 150 ANOS

O Projeto Bem Me Quer Paquetá apresentou em 2006 um espetáculo totalmente dedicado a Anacleto de Medeiros, comandado por sua orquestra mirim. Para a maioria dos então pequenos instrumentistas, era o primeiro contato com o rico universo do maestro, que antes eles apenas conheciam como nome de rua da ilha, uma ladeira que mais parece montanha para quem tem seus 9, 10 anos de idade.

Uma década depois, a orquestra mirim cresceu, acumulou bagagem e se transformou na Orquestra Jovem Paquetá, com trajetória consolidada no cenário musical carioca e incontáveis apresentações no Brasil e no exterior. A ladeira Maestro Anacleto já não exige esforço para aqueles meninos que sonharam com o Bem Me Quer, atravessaram a adolescência com a OJP e hoje, quase adultos, se debruçam novamente sobre a obra de um dos maiores músicos brasileiros.

O novo espetáculo, como há 10 anos, é uma homenagem a Anacleto de Medeiros no ano de seu sesquicentenário. As composições receberam tratamento sinfônico e agora estão nas mãos de quem não só conhece muito bem o maestro e sua importância para a formação da música popular nacional, como também amadureceu executando muitas de suas obras.

Como a maioria dos integrantes da OJP, Anacleto Augusto de Medeiros nasceu em Paquetá, no dia 13 de julho de 1866, e aos 9 anos já fazia parte da banda do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, tocando flautim, e, logo depois, da Sociedade de Música Paquetaense. Eram os primeiros passos do garoto que iria se formar no Conservatório de Música e ter sob seu comando as bandas mais importantes da então capital da Corte, como a Banda de Música de Magé, a Banda da Fábrica de Tecidos Bangu e a Sociedade Recreio Musical Paquetaense.

Mas foi com a Banda do Corpo de Bombeiros, fundada por ele em 1886, que Anacleto de Medeiros entraria para a história da cultura popular. Vivendo numa época em que a arte no país era uma réplica das influências europeias, esse filho de escrava liberta acreditava que a nossa música deveria retratar o que somos e temos como herança. Sob a sua batuta, as bandas, indispensáveis quando se falava em diversão na época, difundiam os gêneros que iam sendo produzidos pelas classes populares – lundus, modinhas, choros, maxixes -, interligando as culturas e dando os primeiros passos da nossa musicalidade.

Anacleto usou seu talento e genialidade para superar as adversidades da origem humilde e do fato de ser negro num país em que o regime de escravidão vigorou por boa parte de sua vida. Esse músico inovador, que conhecia e tocava todos os instrumentos que formavam as bandas, morreu em 1907 como um compositor consagrado.

O legado que ele nos deixou inclui cerca de 100 composições catalogadas (entre valsas, polcas, dobrados, marchas e schottishes), algumas popularizadas pelos versos de Catulo da Paixão Cearense.

Nas últimas décadas, a obra de Anacleto de Medeiros vem sendo revisitada por diversos compositores e arranjadores. E agora é a vez da Orquestra Jovem Paquetá. Com vocês, e para todos nós, Maestro Anacleto de Paquetá! 

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