Biografia
João Guilherme Ripper nasceu no Rio de Janeiro. Graduou-se e cursou
Mestrado em composição e regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio
de Janeiro, onde estudou com Henrique Morelenbaum, Ronaldo Miranda e Roberto Duarte.
Cursou Doutorado na The Catholic University of América, em Washington D.C., sob
orientação do violinista e compositor Helmut Braunlich (composição) e da musicóloga
Emma Garmendia (música latino americana). Realizou
estudos adicionais em regência orquestral com o maestro Guillermo Scarabino em Mendoza e
Buenos Aires, na Argentina.
Ripper foi professor e coordenador do Curso de Música da Universidade Estácio de Sá.
Nos EUA, foi Professor Assistente da classe de Orquestração na The Catholic University
of America e Professor do Programa de Música do Sistema Público
de Educação de Montgomery County, Maryland. Fundou a Associação de Compositores de
Montgomery County, entidade que congrega compositores que residem naquela região. Desde
1988, é professor de Composição, Harmonia, Análise Musical e Análise Schenkeriana nos
cursos de graduação e pós-graduação da Escola de Música da UFRJ. De volta ao Brasil,
Ripper foi Coordenador do Programa de Pós-Graduação em 1998 e Diretor da instituição
de 1999 a 2003.
Em 2004, foi nomeado Diretor da Sala Cecília Meireles, cargo que ocupa atualmente. Sua
gestão tem sido caracterizada
por novas séries de concertos, renovação de repertório, criação de ciclos
temáticos, valorização da música brasileira e intercâmbio com instituições
estrangeiras. Por ocasião das comemorações dos 40 anos da Sala Cecília Meireles em
2005, encomendou cinco obras sinfônicas a compositores residentes no Rio de Janeiro e fez
publicar um livro de arte sobre a história dessa sala de concertos. Além disso, a Sala
Cecília Meireles tem obtido resultados significativos na formação de público e
freqüência a concertos através de concertos didáticos para jovens.
Como regente, dirigiu diversas orquestras como Orquestra Sinfônica Nacional, Orquestra
Sinfônica de Brasília, Orquestra da Rádio Cultura de SP, Orquestra Sinfônica da
Província de Cuyo (Arg.) e Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ. Ripper
fundou e é o Diretor Artístico da Orquestra de Câmara do Pantanal, em Mato Grosso do
Sul. Foi responsável pela criação de temporadas regulares de concertos nesse estado,
além de dirigir concertos didáticos e populares.
Suas obras têm sido tocadas nas principais salas de concerto do Brasil e exterior.
Destacam-se as diversas apresentações de "Brasiliana", escrita em 1996 para
conjunto de sopros, em nosso país e nos EUA. Em 1999, a partir de uma encomenda da
Orquestra Sinfônica de Akron (Ohio), escreveu "Abertura Concertante" estreada
em março de 2000, em um concerto dedicado aos 500 anos do Brasil. Também em 2000,
escreveu e estreou sua ópera "Domitila", baseada na correspondência amorosa
entre D. Pedro I e a Marquesa de Santos. Também desse ano é sua cantata
"Peabiru", para solistas, coro, dois pianos e percussão. Em julho de 2003,
Ripper estreou a ópera "Anjo Negro" no Centro Cultural Banco do Brasil de SP,
escrita sobre o texto homônimo de Nelson Rodrigues. Nesse mesmo ano, estreou em São
Paulo o "Ciclo Portinari": uma série de oito canções para soprano e mezzo
soprano sobre poemas do pintor. Outras obras recentes: "Psalmus" (2002) para
orquestra Sinfônica; "Magnificat" (2004) para solistas, coro e orquestra de
câmara, escrita para os 30 anos da Camerata Antiqua de Curitiba; "Ciclo Pierrot -
Seis Canções de Carnaval" (2005) sobre poemas de Manuel Bandeira, para barítono e
piano; "Cervantinas" (2005) para mezzo soprano e banda sinfônica, encomendada
pela Banda Sinfônica do Estado de São Paulo.
Ripper recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 2000,
pela ópera "Domitila". Em dezembro de 2005, a Revista Bravo, em sua 100a
edição, selecionou a ópera "Anjo Negro" como uma das 100 melhores produções
musicais realizadas no Brasil, nos últimos oito anos.
Ripper é membro da Academia Brasileira de Música, onde ocupa a cadeira número 30, cujo
patrono é Alberto Nepomuceno. |