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Para composição das músicas do espetáculo A Moreninha e para elaboração do libreto, convidamos Tim Rescala, que já se integrou ao projeto e tem visitado Paquetá com freqüência, interagindo e participando de ensaios com as crianças.

 

Durante o primeiro semestre estamos trabalhando diversas obras dos musicais infantis do repertório do Tim. Esse trabalho de familiarização com a obra do compositor se consolida com uma homenagem que o projeto fará a ele em Paquetá em julho.

Biografia

Compositor, pianista, arranjador, autor teatral e ator. Filho de músicos, nasceu no Rio de Janeiro, a 21 de novembro de 1961.

Estudou teoria musical e piano (com Maria Yêda Cadah ) na Escola de Música da UFRJ de 1976 à 1978. Prosseguiu os estudos de piano com a mesma professora na Escola de Música Villa-Lobos, onde também estudou harmonia. Em 1979, nesta mesma escola, estudou contra-ponto e arranjo com Hans-Joachim Koellreutter, com quem passou a estudar composição até 1983. Ainda neste ano, licenciou-se em música pela UNIRIO.

Em 1979 ganhou o primeiro prêmio do Concurso de Composição da Escola de Música Villa-Lobos e Colégio da OSB. Até este ano, trabalhou como arranjador e pianista de música popular, quando então começou a fazer música para teatro, tendo trabalhado em mais de cinqüenta espetáculos como compositor e diretor musical. Em 1983 recebeu o prêmio Mambembe pela música das peças Will e A Porta.

Participou de diversos festivais e mostras de música contemporânea no Brasil e no exterior, com destaque para o Festival Sonidos de las Américas-Brasil, realizado em abril de 1996, em Nova Iorque, onde apresentou duas obras no Weill Recital Hall, no Carnegie Hall.

Atualmente trabalha com música popular, música de concerto e música incidental: para o teatro, trabalhando com diretores como Aderbal Freire-Filho, Amir Haddad e Alvaro Apocalypse, do grupo Giramundo; para a televisão, principalmente como produtor musical na TV Globo desde 1988; para a dança, criando roteiros e músicas para a Orquestra Brasileira de Sapateado e para cinema e vídeo, com destaque para sua colaboração com o diretor Eduardo Coutinho.

É membro fundador do Estúdio da Glória, cooperativa de compositores criada em 1981 no Rio de Janeiro, para possibilitar a realização de obras eletroacústicas. Juntamente com Rodolfo Caesar, produziu dois CDs de música eletroacústica para o selo Rio-Arte Digital: O Estúdio da Glória e Música Eletroacústica Brasileira.

Em 1993 recebeu novamente o prêmio Mambembe pelo texto do musical infantil " Pianíssimo ", transformado em livro infantil em 1995 e lançado pela editora RHJ. Com a montagem de " Pianíssimo " em Belo Horizonte no mesmo ano, recebeu o prêmio Sated pela melhor música.

Em dezembro de 1996 lançou pela editora Frente o livro " Pequena História (não autorizada) da Música ".

Em 1995 recebeu uma bolsa da Rio-Arte para escrever a ópera infantil " A Orquestra dos Sonhos ", encenada com grande sucesso de público e crítica em 1997, no Centro Cultural Banco do Brasil, sendo também lançada em CD ( o primeiro do Brasil no gênero), com a criação do selo “ Pianíssimo”, especialmente dedicado à música infantil.

Com seu segundo musical infantil, Papagueno, recebeu o prêmio Mambembe de 1997 pelo melhor texto e o prêmio Coca-Cola pela melhor música. Recebeu mais dois troféus Mambembe pela realização de dois dentre os cinco melhores espetáculos de 1997, Papagueno e A Orquestra dos Sonhos. Também por este último espetáculo recebeu o prêmio Golfinho de Ouro, concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Foi o apresentador da série Concertos para a Juventude, de 1997 a 2.000, realizada no Teatro Carlos Gomes, Rio de Janeiro.

Em agosto de 98 estreou a opereta de rua “ O Homem que Sabia Português “, com música e libreto de sua autoria, encomendada pela companhia Burlantins, de Belo Horizonte. Por esta obra, recebeu dois prêmios Sesc/Sated de 1999, em Belo Horizonte, pelo melhor texto e pela melhor música e o prêmio Shell de 1999 , no Rio de Janeiro, pela melhor música.

Em novembro de 98 estreou no Sesc Ipiranga, em São Paulo a ópera “ A Redenção pelo Sonho “, com música e libreto de sua autoria, sobre a vida e a obra de Monteiro Lobato, sob encomenda do Sesc.

Em 1999 recebeu a Bolsa Vitae para escrever a obra “ Brincando de Orquestra “, uma peça didática destinada ao público infantil.

Em 2.001 ganhou mais uma vez o prêmio Shell pela música do espetáculo “Um trem chamado do desejo”, do Grupo Galpão, de Belo Horizonte.

Sua peça Pianíssimo, traduzida e dirigida por Tania Costa, tornou-se a primeira peça infantil a ser apresentada na Comédie Française de Paris, desde sua fundação. A mesma diretora montou também Papagueno, apresentada em várias cidades francesas em 2.002 e 2.003.

Em 2.001 escreveu mais uma ópera infantil, O Cavalinho Azul, sobre texto de Maria Clara Machado, encenada no teatro Tablado, com direção de Cacá Mourthé.

Em 2.002, ao lado de Arrigo Barnabé e Guto Lacaz, escreveu e encenou a ópera 22 Antes Depois, no Sesc Ipiranga de São Paulo, comemorando os 80 anos da Semana de Arte Moderna de 1922.

No mesmo ano estreou sua segunda opereta escrita para a companhia Burlantins, À Sombra do Sucesso.

Em novembro de 2.002 lançou pelo selo Pianíssimo o CD Romance Policial, contendo sete obras de teatro musical. Pelo mesmo selo, lançou em 2.003 o CD Desritmificações , o primeiro do Quinteto Tim Rescala, que conta com Oscar Bolão (bateria), David Ganc (sax e flauta), Ronaldo Diamante (contrabaixo) e Fábio Adour (violão) além de Tim, no piano, sampler e composições.

Outro CD do selo Pianíssimo, Contos, cantos e acalantos, deu a José Mauro Brant e Tim Rescala o Prêmio TIM de melhor CD infantil de 2.002.

Em 2.004 escreveu texto e música do musical infantil A Turma do Pererê, baseado na obra de Ziraldo. Tendo alcançado grande sucesso de público e crítica, a peça foi também gravada em CD no mesmo ano pelo selo Pianíssimo.

Em 2.004 e 2.005 fez a música para a micro série Hoje é dia de Maria, para a TV Globo, com direção de Luiz Fernando Carvalho, com lançamento em CD pela Som Livre.

Em 2.005 tornou-se diretor da Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro, ano em que também criou e dirigiu para o Sesc a série Multimúsica, com oito concertos didáticos, onde 48 artistas se apresentaram em teatros do subúrbio carioca.

 

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